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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

5283 - Francisco Pedro de Abreu: O Implacável inimigo dos Farrapos

Bandeira do Império Brasileiro, que Chico Pedro defendeu lutando
contra os revolucionários farroupilhas

Conhecido como “Chico Pedro” ou “Moringue”, Francisco Pedro de Abreu nasceu em Porto Alegre no ano de 1811, filho do Português Pedro Gomes de Abreu e Maria Alves Azambuja. Começou a aparecer e a distinguir-se desde o inicio da Revolução Farroupilha, como chefe legalista.
Na Guerra, foi muito ativo, valente e ardiloso, razão pela qual era respeitado e temido como homem de surpresas, que, aliás, deram-lhe muitas vitórias. Tomou armas em defesa dos ideais da Monarquia entrando para o serviço da legalidade, no posto de Major, sendo logo escolhido, para desempenhar arriscadas comissões de confiança, a que sempre deu o mais cabal desempenho.
Em 1º de setembro de 1838, foi atacado no Arrio Petim, por um corpo revolucionário sob o comandando de Amaral Ferrador, saindo vencedor e tendo recebido um ferimento.
Surpreendeu e destroçou, a 19 de setembro de 1839, no Arroio dos Ratos, o Coronel José Manoel Leão que ficou morto no campo de luta.
Neste encontro, foi prisioneiro e ferido por um golpe de espada no rosto, sendo bem jovem, o soldado José Ferreira da Silva Junior, que obrigado a sentar praça no exercito, serviu na Arma de Cavalaria, alcançando o posto de General.
Perseguindo o General Republicano Antonio de Souza Netto, surpreendeu-o, a 18 de junho de 1840 no Arroio Velhaco, nas raias do município de Cacimbinhas, fez alguns mortos e prisioneiros, entre eles o Coronel Affonso de Almeida Corte Real.
A 6 de agosto do mesmo ano, derrotou de surpresa perto de Capivari, um destacamento de revolucionários e a 25 de setembro aprisionou outro destacamento revolucionário em Roça Velha, sendo morto o comandante.
Depois de muitas marchas e contramarchas comandando isoladamente forças, o Tenente Coronel Francisco Pedro foi atacado em Santa Maria Chica pelo General Republicano João Antonio da Silveira e entrincheirando-se com a pouca infantaria de que dispunha numa cerca de pedra, ocasionou grandes prejuízos aos revolucionários que tiveram muitos mortos e feridos, dentre eles o comandante José Gomes Portinho, esta ação foi em 8 de junho de 1843.
A 27 do mesmo mês e ano aprisionou em Piratini os Coronéis José Mariano de Matos, oficial de engenharia, que mais tarde foi General e Ministro de Guerra da monarquia em 1864 e Joaquim Pedro Soares, um dos mais valentes vultos farroupilhas.
No porfiado combate do Cerro da Palma, a 16 de março de 1844, foi derrotado pelo Coronel revolucionário Antonio do Amaral.
Achando-se em Bagé o General Barão de Caxias Comandante-em-Chefe do Exército, tratando da paz e reconciliação da família Rio Grandense, Francisco Pedro, que de nada sabia, veio de Jaguarão a marchas forçadas, surpreendendo nos Porongos onde estava em descanso, confiando na palavra do chefe pacificador, o General republicano David Canabarro, em 14 de Novembro de 1844.
Terminada a Revolução Farroupilha, foi lhe concedido o titulo de Barão do Jacuí, pelos serviços prestados ao império.
Em 1849, D. Manuel Oribe preposto do ditador Rosas, de Buenos Aires, assenhorou-se do governo do Uruguai, perseguindo os estancieiros brasileiros, vexando-os e ameaçando-os de morte, tomando conta de mais de 100 estâncias cujos donos fugiam para não serem assassinados.
Revoltado por tantas injustiças e sendo uma das vitimas, o Barão de Jacuí, por um golpe de audácia, resolveu reunir e armar uma respeitável força, invadir o país vizinho. Porém o governo brasileiro, não admitiu essas reuniões que se concentravam sobre a fronteira de Quaraí e do Upamaroti, mandando as dissolve-las através dos Tenentes Coronéis Manoel Luiz Osório e Severino Ribeiro.
Mesmo Assim, a invasão deu-se e o experimentado Guerreiro Francisco Pedro conseguiu bater de surpresa e derrotar o Coronel Diogo Lamas, chefe militar do departamento de Salto, causando-lhe diversas mortes.
Também derrotou as cavalarias de Servando Gomes, no Arapeí, fugindo este, apoiado nas infantarias e por 4 bocas de fogo.
Essa cruzada reivindicadora teve o nome de Califórnia de Chico Pedro, e terminou em 1850, com a dispersão das forças.
Dia a dia, complicavam-se as relações internacionais do Rio da Prata e o Brasil viu-se obrigado a invadir o Estado Oriental em 1851.
Na organização dada ao exército em Santana do Livramento, pelo General Comandante-em- Chefe Conde de Caxias, em Ordem do Dia nº 15, de 28 de agosto daquele ano, foi o Coronel Barão de Jacuí, distinguido com o comando da 8ª Brigada de Cavalaria, composta da guarda nacional de Piratini, Pelotas e Jaguarão e de voluntários orientais.
Fazendo a marcha para Montividéu, expedicionou ao sul e a 11 de setembro de 1851, atacou e dispersou, nas imediações de Cerro Largo, a Divisão do Coronel Dionisio Coronel, das forças do Coronel Oribe.
Após a queda das tiranias de Rosas e capitulação de Oribe, em Montividéu, regressou ao seio da pátria.
No começo da Guerra do Paraguai, o Barão do Jacuí, reuniu uma divisão composta de pessoal da região serrana, da onde marchou para o exército de Uruguaiana, prestando seus serviços até a província de Corrientes, São Tomé, de onde regressou devido ao seu mau estado de saúde e avançada idade.
Faleceu no dia 6 de julho de 1891 em Porto Alegre.

Texto de  Cássio Lopes postado pelo Núcleo de Pesquisas Históricas de Candiota

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